Quando o INSS nega o auxílio-doença a empresa paga? Saiba seus direitos

Quando o INSS nega o auxílio-doença a empresa paga? Saiba seus direitos

Você precisou se afastar por motivo de doença ou acidente? Fez o pedido de auxílio-doença ao INSS e recebeu a resposta negativa? Então provavelmente está se perguntando: Quando o INSS nega o auxílio-doença, a empresa é obrigada a pagar?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os trabalhadores que se veem afastados por problemas de saúde e, ao mesmo tempo, sem salário e sem apoio.

E o pior: muitos acabam sem saber quais são seus direitos de verdade.

A boa notícia é que, mesmo com a negativa do INSS, existem caminhos para buscar o que é seu por direito, seja por meio de recurso, ação judicial ou responsabilização da empresa, em alguns casos.

Neste conteúdo, vamos te explicar com clareza:

  • Quando a empresa deve pagar o salário;
  • O que fazer se o INSS negar o benefício;
  • Como conseguir o auxílio-doença mesmo após a negativa;
  • E como um advogado pode acelerar esse processo e garantir que você não fique desamparado.

Se você ou alguém da sua família está passando por isso, continue a leitura. As informações a seguir podem mudar a sua situação.

O que é o auxílio-doença e quais são os tipos?

O auxílio-doença é um benefício pago pelo INSS ao trabalhador que fica temporariamente incapaz de trabalhar por motivo de doença ou acidente.

Existem dois tipos:

  • Auxílio-doença comum (B31): quando a doença ou lesão não tem relação direta com o trabalho.
  • Auxílio-doença acidentário (B91): quando a incapacidade foi causada ou agravada por acidente de trabalho ou doença ocupacional.

Em ambos os casos, o afastamento precisa ser superior a 15 dias, e o INSS só paga o benefício a partir do 16º dia. Os 15 primeiros dias são pagos pela empresa, no caso de empregados com carteira assinada.

Quem pode pedir o auxílio-doença?

Pode pedir o auxílio-doença o trabalhador que:

  • Está contribuindo para o INSS (inclusive como autônomo ou MEI);
  • Fica incapacitado por mais de 15 dias consecutivos;
  • Tem atestado médico e exames que comprovem a doença ou lesão;
  • No caso do auxílio-doença comum, tenha ao menos 12 contribuições mensais (salvo em acidentes ou doenças graves, que dispensam carência).

Quando o INSS nega o auxílio-Doença, a empresa paga?

Na maioria dos casos, não. Se o INSS negar o auxílio-doença após os 15 dias de afastamento, a empresa NÃO é obrigada a continuar pagando o salário, a menos que:

  • A empresa tenha plano de saúde ou seguro de afastamento, com cobertura nesse tipo de situação (o que não é comum em empresas menores);
  • O laudo do médico da empresa reconheça a incapacidade, mesmo após a negativa do INSS, o que pode gerar conflito judicial (limbo trabalhista previdenciário).

Ou seja, se o INSS nega o auxílio e o trabalhador não volta a trabalhar porque ainda está doente, ele fica sem receber salário e sem receber benefício, a não ser que entre com recurso ou ação judicial.

Essa situação é muito injusta e comum entre trabalhadores que dependem do salário para viver.

Qual a responsabilidade da empresa quando o trabalhador precisa se afastar para se recuperar?

A empresa é obrigada a pagar os 15 primeiros dias de afastamento. Após isso, a responsabilidade passa a ser do INSS.

Mas se o afastamento tiver relação com o trabalho (acidente, lesão, doença ocupacional), a empresa também deve:

  • Emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho);
  • Garantir estabilidade de 12 meses após o retorno ao trabalho (no caso do auxílio acidentário);
  • Não forçar o retorno do trabalhador sem que ele esteja de fato recuperado.

Se a empresa se recusar a cumprir essas obrigações, o trabalhador pode buscar seus direitos na Justiça do Trabalho com o apoio de um advogado.

Como conseguir o benefício do auxílio-doença após a negativa?

Receber uma resposta negativa do INSS quando se está doente ou machucado é algo que abala qualquer trabalhador.

A dor física se mistura com a preocupação de não ter como pagar as contas, manter a casa ou comprar os remédios.

Mas é fundamental saber que a negativa do INSS não é o fim da linha.

Mesmo após a recusa, ainda é possível reverter essa decisão e conseguir o auxílio-doença, mas para isso a ajuda de um advogado é essencial.

1. Recurso Administrativo: a primeira chance de reverter

O primeiro passo após a negativa é entrar com um recurso administrativo dentro do próprio INSS. Nessa etapa, o trabalhador precisa apresentar novas provas médicas, como:

  • Exames atualizados;
  • Relatórios mais detalhados;
  • Declarações do médico assistente que atestem a incapacidade para o trabalho.

Contudo, não basta apenas juntar os papeis e enviar. É preciso saber como argumentar tecnicamente, mostrar os erros do perito do INSS e utilizar os fundamentos legais corretos.

É aqui que o advogado previdenciário entra como aliado. Ele organiza toda a documentação, estrutura o recurso com base na legislação e aumenta consideravelmente as chances de sucesso nessa etapa inicial.

2. Ação Judicial: quando o INSS insiste em negar o direito

Se o recurso for negado ou se a resposta do INSS demorar demais, o caminho é ingressar com uma ação judicial.

Neste processo:

  • O juiz irá nomear um perito imparcial, que vai avaliar seu caso com mais atenção e justiça;
  • Você terá a chance de apresentar todos os seus laudos e exames de forma organizada e reforçada por um advogado;
  • É possível conseguir o pagamento retroativo desde a data em que o benefício foi negado;
  • Em alguns casos, o advogado pode pedir uma decisão liminar, ou seja, urgente, para que o INSS comece a pagar o benefício enquanto o processo ainda está em andamento.

A Justiça tem sido muito mais sensível do que o INSS em reconhecer o direito de trabalhadores que estão realmente incapazes.

Mas, para isso, é necessário um bom preparo técnico, algo que somente um advogado especializado consegue oferecer com segurança.

Portanto, você não precisa enfrentar essa batalha sozinho. Se está doente e o INSS negou seu auxílio-doença, entre em contato com quem entende do assunto.

Nossa equipe de advogados previdenciários é especializada em defender o trabalhador que mais precisa. Oferecemos atendimento humanizado, direto ao ponto e totalmente online, para você resolver tudo do conforto da sua casa.

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