Trabalhar sentindo dores constantes na coluna é um desafio que milhares de brasileiros enfrentam todos os dias.
Aquela pontada nas costas que irradia para as pernas, a dificuldade de carregar um peso ou até mesmo o simples ato de permanecer sentado por muito tempo pode ser um sinal de alerta.
Se você recebeu o diagnóstico de abaulamento discal e quer entender sobre a aposentadoria por invalidez e direitos previdenciários, saiba que essas são dúvidas pelas quais muitas pessoas buscam respostas.
Afinal, como manter a produtividade quando o próprio corpo impõe limites? Neste conteúdo, vamos explicar como transformar esse diagnóstico em proteção para o seu futuro. Acompanhe!
Quem tem abaulamento discal pode trabalhar?
O abaulamento discal ocorre quando o disco que fica entre as vértebras sofre uma deformação, começando a “vazar” e pressionar os nervos.
Na prática, muitos trabalhadores conseguem conviver com a condição se ela estiver em estágio inicial e for tratada.
No entanto, para quem exerce funções que exigem esforço físico, carregamento de carga, movimentos repetitivos ou longas jornadas em pé (ou sentado na mesma posição), o trabalho pode se tornar impossível.
Se a dor impede você de realizar suas tarefas básicas com segurança, a resposta é: não, você não deve trabalhar forçando uma lesão que pode se tornar irreversível.
Quem tem abaulamento na coluna pode se aposentar por invalidez?
Sim, quem sofre com abaulamento discal pode ter direito à aposentadoria por invalidez (atualmente chamada de Aposentadoria por Incapacidade Permanente).
Mas atenção: o INSS não concede o benefício apenas pelo nome da doença no laudo.
O que garante a aposentadoria é a comprovação de que o abaulamento discal gera uma incapacidade total e definitiva.
Isso significa que o trabalhador não consegue mais exercer sua função atual e nem pode ser reabilitado para outra atividade que garanta seu sustento.
Quando o perito sugere aposentadoria por invalidez?
O perito do INSS só sugere a aposentadoria quando fica claro, durante o exame e a análise dos documentos, que o tratamento não trará mais a recuperação necessária para o trabalho.
Critérios avaliados pelo perito:
- Gravidade da lesão: Através de ressonâncias e laudos médicos.
- Histórico profissional: Um trabalhador braçal com abaulamento grave tem mais chances de aposentadoria do que alguém em uma função administrativa leve.
- Idade e Escolaridade: Se o segurado for mais velho e tiver pouca instrução, o perito entende que a reabilitação para uma nova profissão é muito mais difícil.
Quais são as doenças da coluna que aposenta?
Além do abaulamento discal, outras patologias graves da coluna frequentemente levam à aposentadoria por invalidez:
- Hérnia de Disco: Quando o disco já se rompeu e comprime seriamente os nervos.
- Discopatia Degenerativa: O “desgaste” acentuado dos discos vertebrais.
- Espondiloartrose: O famoso “bico de papagaio” em estágio avançado.
- Estenose do Canal Vertebral: O estreitamento do canal por onde passa a medula.
O que fazer para conseguir a aposentadoria por invalidez?
Para buscar o benefício de abaulamento discal aposentadoria, você precisa seguir alguns passos fundamentais:
- Documentação Médica Impecável: Tenha laudos atualizados que descrevam não só a doença, mas a sua limitação física (ex: “paciente impossibilitado de carregar pesos ou permanecer em pé por mais de 30 minutos”).
- Exames de Imagem: Mantenha suas ressonâncias e tomografias organizadas por data.
- Histórico de Tratamentos: Receitas de medicamentos, prontuários de fisioterapia e pilates ajudam a provar que você está tentando se tratar, mas a dor persiste.
- Pedido de Auxílio-Doença: Geralmente, você entra primeiro com o pedido de auxílio-doença e, na perícia, o médico avalia a conversão para aposentadoria.
Papel do advogado para garantir que os direitos sejam garantidos
Muitas vezes, o trabalhador chega na perícia sozinho, com dor, e recebe uma resposta negativa do INSS sob a alegação de que está “apto para o trabalho”.
Isso acontece porque o sistema é burocrático e muitas vezes ignora a realidade do dia a dia do trabalhador.
O advogado especialista é quem vai organizar sua estratégia.
Ele analisa se a sua doença é considerada ocupacional (causada pelo trabalho), o que garante um valor de benefício muito maior e estabilidade no emprego.
Além disso, o advogado sabe como contestar decisões injustas e levar o caso para a Justiça, onde uma nova perícia, com um médico especialista, será realizada com muito mais critério.
Sabemos o quanto é desgastante lutar contra a dor e contra a burocracia ao mesmo tempo.
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