Qual tipo de tendinite aposenta? Entenda quando a LER gera invalidez.

Qual tipo de tendinite aposenta? Entenda quando a LER gera invalidez.

Sentir uma dor aguda ao segurar uma xícara de café, a fraqueza nos braços ao estender a roupa no varal ou a queimação constante ao digitar são sinais de que algo não vai bem.

Para muitos trabalhadores, a tendinite deixou de ser um incômodo passageiro e se tornou um limite físico.

Quando a dor impede o sustento da família, a pergunta que surge é: qual tipo de tendinite aposenta?

Neste conteúdo, vamos explicar como o INSS enxerga essa doença e o que você precisa fazer para garantir o seu descanso e a sua segurança financeira. Acompanhe!

Quando a tendinite aposenta?

A tendinite é uma inflamação dos tendões, muitas vezes causada por movimentos repetitivos no trabalho (a famosa LER/DORT). Mas, para o INSS, não basta o nome da doença no laudo, o que conta é a incapacidade.

A tendinite aposenta quando se torna crônica e irreversível.

Ou seja, quando você já passou por fisioterapia, tomou medicamentos, fez repouso e, mesmo assim, a lesão não regride e impede que você exerça sua profissão ou qualquer outra atividade que garanta seu sustento.

Se o médico entende que não há mais cura e que você não pode mais trabalhar, o auxílio-doença pode ser convertido em aposentadoria por incapacidade permanente.

Como saber o grau da minha tendinite?

Existem diferentes níveis de inflamação, e entender em qual você se encaixa ajuda a planejar seu pedido ao INSS:

  • Tendinite Aguda: É aquela dor forte que surge de repente. Geralmente, com repouso e remédios, ela passa em alguns dias ou semanas. Dá direito ao auxílio-doença temporário.
  • Tendinite Crônica: É quando a dor persiste por meses. Aqui, o tendão pode começar a sofrer desgastamentos reais.
  • Tendinite com Ruptura ou Calcificação: É o grau mais severo. Quando o tendão se rompe ou “calcifica”, a perda de força é muito grande. Nestes casos, a chance de aposentadoria por invalidez é muito maior, especialmente se afetar os ombros (manguito rotador) ou pulsos.

Como passar na perícia do INSS por tendinite?

A perícia médica é o maior medo de quem sofre com dores. O perito do INSS muitas vezes é generalista e tem poucos minutos para te avaliar. Para aumentar suas chances:

  • Documentação é tudo: Leve laudos detalhados. O médico deve escrever não só o CID, mas o que você não consegue fazer (ex: “paciente não consegue elevar o braço direito” ou “perda total de força de preensão na mão esquerda”).
  • Exames de imagem: Leve ultrassonografias e ressonâncias magnéticas recentes (menos de 6 meses).
  • Seja sincero sobre as limitações: No dia da perícia, não tente “ser forte”. Relate as dificuldades do seu dia a dia, como a dor para tomar banho, vestir-se ou carregar uma sacola de pão. O perito precisa entender o impacto da dor na sua vida real.

Quais são as doenças ortopédicas que dão direito à aposentadoria?

Além de saber qual tipo de tendinite aposenta, saiba que outras doenças da “família” ortopédica também garantem o benefício se forem graves:

  • Hérnia de Disco: Especialmente quando impede o movimento das pernas ou coluna.
  • Bursite: Inflamação das bolsas de líquido nas articulações, muitas vezes associada à tendinite.
  • Síndrome do Túnel do Carpo: Muito comum em quem trabalha com as mãos, gerando dormência e perda de força.
  • Artrose Grave: Desgaste das articulações que gera dor crônica.

O que fazer se o INSS reprovar a aposentadoria?

É muito comum o INSS negar o benefício alegando que você ainda “pode trabalhar”. Se isso aconteceu com você, não se desespere e não desista. Você tem o direito de:

  • Entrar com recurso administrativo: Você contesta a decisão no próprio INSS (mas costuma demorar e ter o mesmo resultado negativo).
  • Entrar com ação judicial: Este é o caminho mais eficaz. Na Justiça, você será avaliado por um médico especialista (ortopedista), que terá mais tempo e conhecimento para entender a gravidade da sua tendinite do que o médico do posto do INSS.

Papel do advogado para garantir que os direitos sejam garantidos

Você já sofre com a dor física todos os dias; não precisa sofrer também com a burocracia. O advogado previdenciário é quem vai “traduzir” sua dor para a linguagem da lei.

O papel do especialista é organizar sua documentação, orientar como se comportar na perícia e, principalmente, lutar na Justiça para que você receba todos os valores atrasados desde o dia em que fez o primeiro pedido.

O advogado garante que você não seja apenas mais um número no sistema, mas uma pessoa que merece respeito e dignidade.

Nós sabemos que a sua tendinite não é “frescura” e que a dor que você sente é real.

Você trabalhou duro a vida toda e agora merece o amparo da lei. Nosso escritório auxilia de forma humanizada e ágil pessoas a garantirem seus benefícios previdenciários e trabalhistas com profissionais especializados.

Se o seu benefício foi negado ou se você não aguenta mais trabalhar com dor, clique aqui e fale com um dos nossos especialistas. Vamos analisar o seu caso com cuidado e lutar pelo seu direito à aposentadoria.

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